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| Clicada por mim: Serra do Maranguapé/CE |
Início da década de 90. Por aquela época, ainda criança, havia brincado na areia, excursionado na Mata Atlântica. Já havia feito o experimento da semente de feijão no copo com algodão. Porém, ainda não havia cuidado de um jardim.
Senti-me importante quando minha avó me convocou para ajudá-la na manutenção de seu jardim. Cave aqui, coloque estrume ali, corte aqueles galhos, vamos tirar parte dessa grama e replantar em outro canteiro. Minha avó tinha predileção por crótons e buganviles. Tinha várias espécies. Mas, naquele dia, ela resolveu que iríamos plantar uma palmeira imperial no centro do canteiro. Ajudei minha avó a cavar um buraco profundo onde afixamos, a quatro mãos, a elegante palmeira. Fiquei impressionada quando ela disse que a arvorezinha cresceria 20 vezes mais.
"Fecha a porta que teu pai morreu". Esta era a senha pronunciada, seguida de um leve toque nas folhas de um matinho, para que ele se encolhesse todo, obediente ao nosso comando. Também me intrigavam as tais das nove horas, cujos botões só desabrochavam em sua formosura cor-de-rosa choque por volta das nove horas. Cheguei a acordar bem cedo para perscrutá-las, mas elas ainda não tinham acordado. E, no entardecer, já estavam todas recolhidas. Outra que despertava minha curiosidade era a dama-da-noite. Que cheiro maravilhoso ela só revelava à noite! Naquele tempo, não tinha noção, mas hoje sei que a noite é propícia para o perfume das damas. E os beija-flores? Ah! Esses eram os frenéticos cortesãos da área.
Naquele dia fui introduzida no universo dos jardins, que até então me passara ao largo: o mundo das formigas, o mundo das minhocas, o mundo dos pássaros, o mundo das plantas. Interessante descobrir que, com a paciência dos dias, as plantas crescem e enchem de formas, texturas, cores e aromas os nossos sentidos.
No último domingo, passei em frente ao Parque do Cocó. Pude então observar o afluxo de pessoas, sobretudo crianças. Sim, havia adultos. A maioria era pais conduzindo os filhos. Decerto iam ao encontro do mundo de jardins que minha avó um dia me apresentou
Senti-me importante quando minha avó me convocou para ajudá-la na manutenção de seu jardim. Cave aqui, coloque estrume ali, corte aqueles galhos, vamos tirar parte dessa grama e replantar em outro canteiro. Minha avó tinha predileção por crótons e buganviles. Tinha várias espécies. Mas, naquele dia, ela resolveu que iríamos plantar uma palmeira imperial no centro do canteiro. Ajudei minha avó a cavar um buraco profundo onde afixamos, a quatro mãos, a elegante palmeira. Fiquei impressionada quando ela disse que a arvorezinha cresceria 20 vezes mais.
"Fecha a porta que teu pai morreu". Esta era a senha pronunciada, seguida de um leve toque nas folhas de um matinho, para que ele se encolhesse todo, obediente ao nosso comando. Também me intrigavam as tais das nove horas, cujos botões só desabrochavam em sua formosura cor-de-rosa choque por volta das nove horas. Cheguei a acordar bem cedo para perscrutá-las, mas elas ainda não tinham acordado. E, no entardecer, já estavam todas recolhidas. Outra que despertava minha curiosidade era a dama-da-noite. Que cheiro maravilhoso ela só revelava à noite! Naquele tempo, não tinha noção, mas hoje sei que a noite é propícia para o perfume das damas. E os beija-flores? Ah! Esses eram os frenéticos cortesãos da área.
Naquele dia fui introduzida no universo dos jardins, que até então me passara ao largo: o mundo das formigas, o mundo das minhocas, o mundo dos pássaros, o mundo das plantas. Interessante descobrir que, com a paciência dos dias, as plantas crescem e enchem de formas, texturas, cores e aromas os nossos sentidos.
No último domingo, passei em frente ao Parque do Cocó. Pude então observar o afluxo de pessoas, sobretudo crianças. Sim, havia adultos. A maioria era pais conduzindo os filhos. Decerto iam ao encontro do mundo de jardins que minha avó um dia me apresentou

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